quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Infanticídio




O infanticídio é uma característica forte encontrada em muitas culturas indígenas do Brasil, mas na tribo Suruwaha eles sacrificam as crianças que sejam diferentes de alguma forma, e a família é pressionada a matar aquela criança para o bem da tribo.
Mas Hakani veio para mudar a visão de antropólogos e indígenas com relação ao infanticídio.

HAKANI nasceu em 1995, filha de uma índia suruwaha. Seu nome significa sorriso e seu rosto estava sempre iluminado por um sorriso radiante e contagioso. Nos primeiros dois anos de sua vida ela não se desenvolveu como as outras crianças – não aprendeu a andar nem a falar. Seu povo percebeu e começou a pressionar seus pais para matá-la. Ela estava destinada ao sacrifício.
Seus pais, incapazes de sacrificá-la, preferiram se suicidar, deixando Hakani e seus 4 irmãos órfãos.
A responsabilidade de sacrificar Hakani agora era de seu irmão mais velho. Ele levou-a até a capoeira ao redor da maloca e a enterrou, ainda viva, numa cova rasa. O choro abafado de Hakani podia ser ouvido enquanto ela estava sufocada debaixo da terra.
Em muitos casos, o choro sufocado da criança continua por horas até cair finalmente um profundo silêcio – o silêncio da morte. Mas para Hakani, esse profundo silêncio nunca chegou. Alguém ouviu seu choro, arrancou-a do túmulo, e colocou nas mãos de seu avô, que por sua vez levou-a para sua rede. Mas, como membro mais velho da família, ele sabia muito bem o que a tradição esperava dele.
Hakani, tinha apenas dois anos e meio de idade e passou a viver como se fosse uma amaldiçoada. Por três anos ela sobreviveu bebendo água de chuva, cascas de árvore, folhas, insetos, a ocasionalmente algum resto de comida que seu irmão conseguia para ela. Além do abandono, ela era física e emocionalmente agredida.

Com o passar do tempo Hakani foi perdendo seu sorrido radiante e toda sua expressão facial. Mesmo assim o profundo silêncio não caiu sobre ela. Finalmente foi resgatada por um de seus irmãos, que a levou até a casa de Márcia Suzuki e seu marido missionários
que por mais de 20 anos trabalhavam com o povo suruwahá.
Esse casal logo percebeu que Hakani estava terrivelmente desnutrida e muito doente. Com cinco anos de idade ela pesava 7 quilos e media apenas 69 centímetros. Eles começaram a cuidar de Hakani como se ela fosse sua própria filha. Eles cuidaram dela por um tempo na floresta, mas sabiam que sem tratamento médico ela morreria. Para salvar sua vida, eles pediram ao governo permissão para levá-la para a cidade.
Em apenas seis meses recebendo amor, cuidados e tratamento médico, Hakani começou a andar e falar. Aquele sorriso radiante voltou a iluminar seu rosto. Em um ano seu peso e sua altura simplesmente dobraram. Hoje Hakani tem 12 anos, adora dançar e desenhar. Quando o povo Suruwaha depois de um ano viu Hakani transformada, falando, andano, sorrindo e que era muito linda, disseram: - Ah! Então ela tinha alma!! Então ela era gente!


Então eles se arrependeram de outras crianças que eles mataram.

A história de Hakani é uma história de muito sofrimento, dor e vitória. Mas nem todos os índios que nascem deficientes em tribos da Amazônia têm esse destino, a maioria é tratada dessa forma:




Ficou chocado? Pois isso é mais comum do que você imagina. Se você se sente útil para fazer algo contra o infanticídio, procure o Projeto Hakani, se envolva. As crianças da Amazônia precisam de nós!!!

http://hakani.org/pt/